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  • Onair Nunes

POR FALAR EM TERRORISMO...


Dicção de quem entende de terrorismo midiático e pontual e já tirou proveito dele:

Se a reforma não for aprovada agora, o próximo governo a fará em termos mais duros;

Os deputados que não votarem como lhes está sendo ordenado, mas de acordo com sua consciência, visando o bem geral, contra a reforma da Previdência, serão expulsos do Partido.

O Sr. Presidente da Bolívia presente, a pergunta não pode ser negada: Como é, mesmo, aquele negócio do bolivarianismo como ameaça às nossas Instituiçôes?

Fala-se de cerca de 70 (setenta) deputados. Expulsos, 70 (setenta) deputados a menos na bancada? Se sou um deles pagaria para ver, conservando a dignidade, a independência, a inteireza e o sentido do mandato, dispensando o cabresto e o autoritarismo caudilhesco. Algo definitivamente antiquado: O Brasil ganhou um caudilho que trata os Congressistas como meninos de grupo escolar. Não falem alto, se o fizerem ficarão sem a merenda. Tudo é retrocesso no país.

Não é exatamente novidade a falta de noção de oportunidade e acurácia desta Administração. 70 (setenta) deputados expulsos engrossariam as bancadas de outros Partidos e passariam a votar contra o seu ex-Partido. Político correndo um risco desse tipo? Prestidigitação tem limites! Só algo muito estranho e poderoso por trás dessa reforma amalucada da Previdência provocaria uma atitude como a observada. Os senhores metafísicos, que vêem coisas onde ninguém as consegue enxergar, parecem meio que imprensados contra a parede. Esse tipo de reforma é coisa de médio e longo prazo, mexe com a vida de toda a nação. Não se fala em imprensar contra a parede, chamando-os à responsabilidade, e judicialmente, os grandes devedores da Previdência, entre eles alguns políticos, antes de qualquer mexida. Essa história do déficit da Previdência precisa ser mais bem explicada, demonstrando-se essencialmente, por meio de números auditáveis, sua exata dimensão. O Congresso faltará à nação se não exigir da Administração um Balanço minucioso das contas previdenciárias, tudo sujeito a verificação como convém a qualquer matéria de interesse público. E que fique bem claro: Essencial e preponderantemente, Previdência nada tem a ver com a operatividade da Economia; atribuir à Previdência caráter econômico intrínseco é coisa dos amigos, dos interessados e de leigos que não reconhecem suas limitações.

O que sabe a Sociedade dos detalhes — comprovados — dessa reforma? O que há de legítimo na ação dos grandes devedores da Previdência? Com que

tipo de cartas estão jogando? Qual o grau de risco de que os seus débitos, ou boa parte deles, acabem na conta de quem contribui para fins previdenciários, apenas para os fins previdenciários? Há uma parcela desses fundos aplicada em rubricas que lhe são estranhas? Que volume, quanto isso representa? Antes de tudo e qualquer coisa, todos esses pontos precisam ficar muito claros. Comprovadamente. A situação é muito delicada e séria, não pode ser explicada somente com retórica e justificada com ameaças, que só operam quando as metas são nebulosas, injustificáveis.

Deputados expulsos que votarem contra a reforma Previdenciária visada por esse modo açodado e obscuro de tratar o assunto formarão um valioso pecúlio para as próximas eleições, ali, a menos de 1 (um) ano, e podem provocar uma tsunami que afogará caudilhos e capatazes, campeiros e peões sem nenhuma base, sem qualquer suporte, cabeças entontecidas pelos fatos, pela dissimulada e multifacetada violência, enganosa, prepotente e insensível a que estão habituadas.

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