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  • Onair Nunes

72 HORAS - P.S.


Apenas 72 horas nos separam do dia das eleições e do fim de um processo tantalizante que humilhou o país e os brasileiros pela forma de sua condução e pelos lances grotescos que produziu, como o da votação do impedimento da Sra. Presidente da República, processo esse iniciado logo após o “não ganha, se ganhar não assume, se assumir não governa”. Cumpriram. O ódio, a divisão e a pregação da desordem campearam, o Brasil foi infelicitado, desarrumado, e quem mais perdeu foi o cidadão-eleitor. Aos bagunceiros nada importou, queriam o poder a qualquer preço, desde que não fossem eles os pagadores; e para quê? Para nada, uma carrada de nadas e tudo o que se viu e ouviu, cassar direitos freneticamente, atiçar a mentalidade punitiva, desde que para os outros. Tudo o que tivesse cheiro de povo foi minado, alvejado, afastado, sofreu tentativas de desmoralização.

O Brasil não precisa de salvadores, precisa que o deixem em paz; essa renitente conversa de segurança, repetida à exaustão, como um mantra, a toada dos desassuntados, é coisa de quem não encontra o que dizer. Temos um Judiciário funcionando na plenitude, um Ministério Público operante e polícias com total liberdade de movimentos, das quais se exige apenas a estrita observância da lei. Para desespero dos bagunceiros, o Estado de Direito, bombardeado, testado de todas as maneiras, permaneceu forte e sereno, em plena vigência, infenso aos profetas do caos, frustrando vocações para esquisitices. E a advertência está feita por quem poderia e deveria fazê-la: O resultado das eleições tem de ser respeitado.

Chegou a hora do cidadão-eleitor, aproxima-se o momento de apresentar a fatura. O senhor de quem não se compreende haver-se envolvido em desserviços quer votos; para quê? Para completar as monstruosidades técnicas e sociais postas a girar? O senhor das enchentes quer votos; para quê, para fazer com a Economia, com a Administração e com os sufocados o nada que fez contra as enchentes do seu Estado, da Capital, enchentes que matam, que destroem, desorganizam tudo dia após dia quando ocorrem, existentes e não atacadas desde o primeiro mandato? O mesmo senhor que nesta campanha eleitoral fez de tudo, abusou das impropriedades, dos lapsos técnicos, dos insultos e das detrações sem a acuidade mínima de perceber que quanto mais insulta tentando denegrir, mais patina, mais se perde. A moça que o apresenta tem uma presença incrível, mas o negócio dela não é a política, apenas faz aquilo que é paga para fazer, com os textos que recebe, prontos, escorregadios. Pena que tanta graça e tanto talento se percam em causa tão ingrata. A candidatura tem entraves inafastáveis, é filha dos senhores que infelicitaram o país, tem uma dívida monumental com o cidadão-eleitor agora em vias de cobrá-la.

E aquele senhor de aparência gentil, jeito educado e laivos de tratocivilizado, figura de destaque no período pré-impedimento, quem diria, acabou em pequenas desordens popularescas, banais e apelativas proferindo maledicências e insistindo em ódios nem tão passados assim, além de um venenoso e bradante espargir de amargores e ressentimentos. Acabou no mesmo nível eleitoral do Cabo Daciolo, que não insultou, não agrediu, não ofendeu, não pretendeu dividir, fez sua campanha penas com a sua Bíblia e seus princípios religiosos. Viva o Cabo Daciolo, que merece ultrapassar a eloquência do mal apresentada por tão ilustre figura.

Faltam apenas 72 horas, cidadão-eleitor; apresente sua fatura.

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P.S.

Li em algum lugar, não me lembro onde: “Diga-me

com quem andas que te direi se vou junto”.

Interagir é concordar, abonar, participar. A interação com praticantes de atos não ortodoxos a agir na forma de futricas, compromete quem os acolhe. As minhas senhoras e o meu senhor não resistiram ao teste; pessoas inteligentes que são,

têm de saber que, com todas as deturpações do estilo, é fruto

de árvores proibidas o que quer provenha dessa seara. E o que

escrevo nada tem a ver com o veterano deputado que nas

eleições do próximo domingo estará postulando uma cadeira no Senado, sem dúvida um bom voto.

As coisas fizeram-se evidentes, agora estão claras; como é

com pessoas do naipe retro referido que as minhas senhoras

e o meu senhor interagem, é dizer, andam, não mais irei

Junto. Desembarco. Fui!

Eu cheguei a respeitá-los. Que pena!

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