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  • Onair Nunes

VENHA LOGO, 2019!


Obrigado, Sr. Winter. Eu farei o trabalho de modo diverso, será até mais prático para mim. De qualquer forma, fico-lhe muito reconhecido pela extrema gentileza com que fui atendido. Saudações.

A experiência, a vivência, são muito importantes quando se tem alguma coisa a fazer. O que nem todos percebem é que tais requisitos são muito mais valiosos na determinação do que deve ser evitado. O que deve ser feito emerge naturalmente do somatório dos impedimentos, isso, claro, se uma lista de verificação for elaborada na tradução prática das ideias, enumeradas todas as hipóteses aplicáveis ao caso concreto; todas, rigorosamente todas, mesmo que para se ter um rol completo das hipóteses aplicáveis se haja de recorrer a um brainstorming. Pode-se falar ou escrever bobagens nessa fase, o que não se pode é deixar de fora nenhuma hipótese. A experiência, a vivência, têm de começar a ser aplicadas a partir do momento em que se começa a lidar com as ideias.

Subsistem inquietudes.

A experiência, a vivência ensinam que o acúmulo de funções atrapalha. Na centralização, em especial se excessiva, as ideias obscurecem, ficam paquidérmicas, o braço pesa, move-se lento, nada tem a ver com visão de conjunto; centralizar não compadece tal modalidade de condução de negócios, sejam de que natureza forem. A quase perfeição, senão a perfeição técnica da Rolls Royce enfiou-se num buraco sem tamanho por falta de uma bobagenzinha chamada administração.

O Orçamento herdado veio cristalizado, eleger e qualificar o desembolso será praticamente impossível. Assim, as coisas travam, o horizonte se turva, a Economia, que não é brilhante em termos de produtividade, tende a cristalizar-se, também, e dinheiro, investimentos, não se relacionam bem com ambientes travados, dirigidos para o não essencial, descaminhos, pré-concepção ao invés de planejamento. A Economia não é uma ciência exata, orienta-se por ações humanas com todos os seus imponderáveis e todas as suas contradições. Para bem lidar com ela e preciso saber sobre gente, nos limites em que isso seja possível. Então, e vai daí, que o investimento público trava junto, como travado já está, não chegando a 2% (dois por cento) do PIB. Sem investimento público fazer o quê? Bom, ajuste fiscal, claro, mas os fatores complicadores são tantos que, olha, uma pedreira! O blog já falou e repisou a necessidade de construir um novo país, dar-lhe uma nova estrutura, escorreita, ágil e menos custosa, que com essa que aí está ele não aguenta, muito peso, não consegue caminhar, não chegará a lugar nenhum, além de, o blog já falou também sobre isso, ter de passar o rodo nos benefícios indiscriminados aos empresários, nas vantagens e isenções não fiscalizadas e controladas, acima de 5% (cinco por cento) do PIB. Vender ativos para tapar buracos nas contas? Questão de administração, olha a Rolls Royce, pior quando já se está num vastíssimo buraco.

Errar na Economia é fatal, fica-se inquieto. Que venham 2019 e suas verdades!

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