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  • Onair Nunes

UMA QUESTÃO ECONÔMICO/COSMOLÓGICA


A ECONOMIA, A PREVIDÊNCIA E OS BURACOS NEGROS

PREMISSA

O país começou o ano com um Orçamento aprovado pelo Congresso que não prevê nenhuma catástrofe. Tudo o que precisa é manter, neste 2019, a inteireza orçamentária e buscar criteriosamente, com calma e ponderação, a solução para o seu déficit, que não é localizado, devendo-se, notadamente, à negligência com vultosos créditos federais, à aplicação não controlada e em princípio improdutiva de avultados recursos federais, e à violenta amputação de dotação orçamentária específica por meio da assim chamada DRU, uma anomalia no universo republicano, espécie, aí sim, de singularidade que traga dinheiro público sem prévia destinação e controle fiscal e orçamentário.

Buracos negros não são virtualidades científicas, eles existem. Recentemente, esses cientistas maravilhosos e suas sondas intergaláticas fotografaram uma dessas singularidades com o tamanho de cem bilhões do nosso Sol, provavelmente de massa incalculavelmente forte e um poder de atração capaz de “engolir” não apenas Previdências e Economias, mas planetas e galáxias inteiras, existentes aos bilhões neste Universo em que vivemos. Aquietemos-nos, porém, ele está igualmente incalculavelmente distante. Bem, é verdade que temos provavelmente um buraco negro no centro de nossa galáxia, mas sosseguemos também quanto a ele, “pequenininho” e inapetente para Economias. É certo que buracos negros são capazes de “engolir” até a energia, mas tranquilizemos-nos ainda, nossa Economia anda de baixo

grau de energia e não circula por caminhos mais amplos, embora chame a atenção de buracos negros terráqueos. Depois, estamos em rota elíptica perfeitamente identificada com o quesito estabilidade, a despeito de alguns pequenos desvios.

As teorias sobre o surgimento do Universo não se limitam à do bigue-bangue. Teorias igualmente respeitáveis sustentam que ele surgiu do nada, a partir de algo, ou ordenou-se a partir do caos; outras sustentam que ele sempre existiu, outras mais que ele é rítmico, obedecendo a ciclos de destruição e reconstrução. Nenhuma delas, no entanto, explica — sequer tenta fazê-lo —, de onde veio o nada, que até o nada tem de ter origem, de onde veio o “algo” a partir do qual se desenvolveu ou de onde surgiu o caos a partir do qual se ordenou. Sustentar que ele sempre existiu é cômodo, mas mesmo assim os defensores da teoria não explicam de que tamanho partiu, dado ser cientificamente provada a sua expansão permanente, caso em que, pluft!, para ter sido bebezinho é preciso ter havido um começo para ele, algo que o gerou ou causou. O Universo rítmico tem conotação mítica e nasceu com Xiva, que quando personifica a morte assume sua forma de muitos braços, aí iniciando o seu ritmo de destruição, uma dança macabra que antecede sua reconstrução. E é a partir do vácuo causal que entram os deístas. Para eles, foi Deus que criou o Universo e, por extensão, tudo o que nele existe. Ponto!

E já que ninguém explica de onde veio o que deu origem ao que temos, o blog fica com a teoria do caos primordial, embora ninguém explique, assim como acontece com a teoria do bigue-bangue, de onde veio o quark, a base remota de tudo o que existe, a partícula primordial por excelência.

No nosso caso não temos buraco negro nenhum, um caos em si mesmo; o que temos é um bólido chamado DRU, do tamanho de 1/3 (um terço) da verba anual da Seguridade Social, na qual se enquadra a Previdência, que efetivamente distorce a equação da Seguridade estabelecida pelo Congresso, que não tem, nem terá, qualquer responsabilidade pelo que acontecer em virtude da retirada de uma fábula de dinheiro do Orçamento da Seguridade para nem se sabe "pra quê". O responsável será única e exclusivamente quem fez isso, o mesmo agente que não cobra a fábula de dinheiro devida à Previdência e não suspende seletivamente a “bolsa rico”, assim batizados pela competente jornalista de Economia os “mimos” gigantescos com que são agraciados os empresários.

CONCLUSÃO

O Brasil não explodirá se o Congresso não fizer o que quer o Executivo utilizando o recurso da ameaça com o inferno, que, todos sabemos, não existe senão na cabeça das pessoas. Nem sua Economia explodirá. Nem sua Previdência explodirá. Como supernovas.

Parafraseando a Sra. Obama: Foi você quem se ofereceu, então faça o que tem de ser feito e não o que você quer fazer.

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CARRINHO