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  • Onair Nunes

A LEI DO RETORNO


O verdadeiro sentido do mundo, da vida, é definido pelas leis naturais, pela complementaridade dos opostos. O amanhecer, o anoitecer; o Sol, a luz, a Lua, pelas trevas; o homem, a mulher; o nada, o quark; o caos, a ordem.

O Universo é produto da ação de teses, não de antíteses, da ordem se sobrepondo ao caos, o existencial tortuoso, o mal, a desordem, sempre à espreita, o caos e o mal a se quererem um processo; não são. Oportunistas antes de qualquer coisa, formam pano de fundo para a inviabilidade, são estéreis. O mal não existe como elemento constitutivo da Natureza, enquanto o bem, consubstanciado na ordem, constitui o liame conectivo do todo universal, sua organização, a contextura que lhe dá sentido ao acomodar nas leis naturais o desejável, uma sucessão de eventos que equilibra os fatores constitutivos da ordem. Assim, tudo o que é antinatural é anormal; as anomalias não fazem a regra, não são a regra, formam um universo à parte. Pois que lá fiquem. Nada mais do que já se sabia? Eh bien, voilà ce que nous voulons une autre ordre d’idées! Quem não fez o pedido não tem de pagar a fatura. Et ce pourquoi!

Estamos vivendo o caos em realidade anômala a não seguir ou observar as regras naturais. Pela ação dos seus profetas, dos seus sacerdotes. É antinatural, insano. Os discursos mais ferozes impactam num primeiro momento quando se está no meio do nada ou quando não se reconhece e apreende a essência das coisas; só a organicidade do bom e do útil pode conceber a mais ampla visão de mundo, o melhor sentido da vida, aquele em que o coletivo prevalece a indivíduos, a grupos. Está na Sociedade a trama do coletivo, sem graus que a desmereçam. Questão de tempo, quase invariavelmente chega o momento em que a lógica prevalece; a empáfia, a pose, o desdém, a presunção, a hipocrisia, a mentira perdem a aura artificiosa de superioridade. O ausente continua ausente, revela-se afinal o discurso repetitivo, violento, antinatural, desconexo e monocórdico. Um discurso de ingrato desiderato.

O verdadeiro sentido do mundo, da vida, é definido pelas leis naturais; e nada mais natural neste mundo, nesta vida, do que a lei do retorno. Voilà!

Naturalmente, a ferramenta de trabalho dos nossos caçadores voou; autrement, algo antinatural, reduzido o investimento público para 30 (trinta) bilhões, não iremos a lugar nenhum, senão para o pior, especialmente quando as pesquisas também foram postas de lado. A lei do retorno não deveria generalizar, deveria distinguir os naturais dos antinaturais.

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