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  • Onair Nunes da Silva

A FÍSICA EXPLICA


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Parafraseando Terêncio: Sou brasileiro, nada do que acontece no Brasil atual me parece estranho._________________________________________________________________________________



Vivemos uma realidade “quântica”, invisível, com tudo o que possa ela ter de bizarro; a análise de suas propriedades não induz métodos clássicos, racionais, o teatro do absurdo precisa ser visto com os olhos do absurdo. E nunca antes o Princípio da Incerteza esteve tão presente. Posição e velocidade carecem de medição simultânea, impossível, contudo; aonde pode ir, aonde iremos? Tudo fica ainda mais estranho quando o mundo visível tem a dualidade onda-partícula da luz, que não é onda ou partícula, mas uma coisa e outra, ou as duas coisas em igual tempo, embora em momentos diferentes, o resultado de qualquer análise decorrendo diretamente do modo pelo qual perscrutemos as razões porque coisas e comportamentos são como são, longe de seguirem uma regra determinista, senão que resultado de um processo.


Em seus desdobramentos, a teoria quântica nos diz haver uma forte ligação entre o “nada” do qual surgimos, o mundo do infinitamente pequeno, e a grandeza para a qual nascemos no mundo do infinitamente grande. Mas, parece, renunciamos a ela. Criaturas do mundo quântico, não raro deparamo-nos com suas leis, a essência das coisas, insistindo, porém, em descaminhos. Não somos racionais, tornamo-nos criaturas dúplices; não somos, deveríamos ser, mas simplesmente dispensamo-nos de lidar com as incertezas naturais para nos entregarmos a ocultas e sombrias certezas. Fenômenos podem se manifestar de modo absolutamente idênticos, mas a sua resultante dependerá dos processos sob os quais se desenvolverem. Os processos, de seu turno, são “criaturas” conjunturais; assim, é irrealístico pretender efeitos a partir de causas e conjunturas totalmente diversas prevalecentes em dado tempo passado.


As mais delicadas circunstâncias e situações hão de ser analisadas não a reboque do que é externado no mundo aparente, propositadamente conflitante. Não vivemos nenhum inesperado; podia não estar escrito nas estrelas, mas estava escrito. Tudo o que temos hoje emergiu de silêncios, estáticos, no processo dinâmico da Natureza, no qual nada é definitivo, certo e final. As coisas nem sempre são o que parecem ser, ou não ser; elas podem trazer consigo muito mais do que ingenuidade atrabiliária. Ou, ainda que inoportunas, planejamentos equivocados de finalidades atípicas, não condizentes com o que deveríamos ser e não somos.


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