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  • Onair Nunes da Silva

O MAU, O FEIO E O INJUSTO

SEMPRE QUE INSISTIREM COM VOCÊ EM “NOTICIAR” COISAS RUINS COM RELAÇÃO A UMA MESMA PESSOA, NÃO DEIXE DE PERGUNTAR E OBSERVAR: POR QUE A INSISTÊNCIA? SE ESSA PESSOA É REALMENTE COMO DIZES, TU TENS TE DIRIGIDO DE FORMA ERRADA À PESSOA ERRADA


A causa imediata: O Gaúcho, livro de José de Alencar.

As causas remotas são Deus, Um Alvo – Quem será o Outro? e A Conspiração dos Medíocres. Parece estar havendo verdadeira comoção. Há no mercado editorial inúmeras edições de O Gaúcho; por que tamanho esforço para impedir a minha edição de circular? Certamente existem causas inconfessáveis, não importando os métodos a se lançarem mão para fazê-lo. Mas, por quê?


Detração, maledicências, tudo em off. Admira pessoas tão bonitas, tão solidamente estabelecidas em suas posições não pedirem provas, provas concludentes. Depoimentos, apenas, não são provas; além de reclamarem substância, exigem o contraditório. Já no meu tempo de acadêmico de Direito se dizia que a ‘prova’ testemunhal é a prostituta das provas. Será que anos de maledicência não chamam a atenção dessas pessoas bonitas e bem estabelecidas? Ninguém se lembrou de questionar o porque de haver quem, parece, não fazer outra coisa na vida, se é que isso é vida, além de, obcecadamente, surgir imediatamente quando por esse ou aquele bom motivo este pobre marquês aparece na foto; e, o que é mais interessante, com as mesmas cantilenas não provadas, contraditórias e excludentes repetidas à exaustão anos após ano, relevante que ninguém pergunte: Como pode esse sujeito rezar o Pai-Nosso se ele não é católico, vocês mesmos o disseram?

Quem manda ser como o Fedro de Pirsig, Robert M.? Nada de comportamentos entranhadamente paralelos! Quê, entranhadamente paralelos? É, é sim; você entenderia se estudasse Kant como ele e eu, sentiria também, como nós,


(…) admiração pelo formidável embasamento lógico com que Kant sustenta sua posição. Kant sempre é notavelmente metódico, persistente, regular e meticuloso na escalada daquela alta montanha nevada do pensamento, no que diz respeito ao que existe na mente e o que existe fora dela. (…)


[Robert M. Pirsig, Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1984, Tradução de Celina Cardim Cavalcanti]

Mas, no campo do não é bem assim, somos apenas lógicos, ele, Fedro, e eu, sem nos negarmos no entanto, aqui e ali, um ou outro rasgo metafísico. Sabe como é, a mente, nem sempre é disciplinada; somos, afinal, apenas seres humanos, canso de dizer isso!


Claro, passamos também por Hume, David, aquele escocês meio esquisitão que em suas abstrações surge com coisas, senão metafísicas, verdadeiramente fantásticas. Fantásticas? Sim, fantásticas, concluí eu próprio no silêncio do meu recolhimento, estudando-o. Nesse ponto eu sou também como Fedro, já era reservado antes de conhecê-lo, quando preferia, menino ainda, ficar escrevendo na areia da prainha antes de Santa Helena do que no meio de irmãos ou colegas barulhentos a falar sem parar sobre ‘nadas’ que não levavam a nada. E, como a ele, muitas vezes me acham “metido”. Sou não, sou bonzinho à beça, embora seja verdade que detesto “abobrinhas” e não curto mistificação. Não sou também, como Fedro, um ser gregário? É, pode ser, sempre achei que uma certa dose de individualismo faz bem; decididamente não sou um animal de rebanhos tangidos por ‘pastores’ nem sempre bem-intencionados, que manipulam geral com o olho e os pensamentos voltados aos próprios objetivos, ou do grupo. É o caminho que entendo ser o mais curto para a depravação, para nos corrompermos, dependendo das razões pelas quais somos arrebanhados, caminho que começa no portal de Dante em cujo frontal ele escreveu: Ao passar por esta porta deixe fora todas as suas esperanças.

Agora, ao digerir a estética de Kant eu não reagi como ele, Fedro. Kant deu à estética um caráter que a mera sistematização não confere; podemos, a partir dela, nos encontrarmos no bom, no belo e no justo, sobre que o blog já falou há algum tempo. Fedro encontrou-se na feiúra generalizada, como eu, mas por razões muito diferentes das minhas. Assisto um mundo completamente “fora do esquadro”, de pastores manipuladores, olhos e pensamentos apenas nos seus próprios objetivos e do seu grupo, nada e ninguém mais lhes interessando, objetivos esses buscados com métodos esquisitos que me têm provocado dúvidas. E náuseas.

De qualquer modo, todos sabemos que não se responde a maledicências, especialmente se partidas de quem a elas se dedica por “profissão” as vinte e quatro horas de todos os dias, chova ou faça sol, e produzidas às escondidas. Responde-se com o rigor da lei às acusações frontais, formais, identificadas e assinadas em baixo. Para melhor reflexão, queira ver os quadros postados na página Home.

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