É NECESSÁRIO DAR-SE O RESPEITO PARA PRETENDER CREDIBILIDADE


Pesquisas de opinião revelaram o ex-Presidente como favorito nas próximas eleições presidenciais. Logo em seguida a Bolsa caiu. Caiu por quê? Medo? Provavelmente não. Os grandes investidores são cautelosos e conservadores no ponto certo, não são medrosos. Depois, estamos há 1 (um) ano das eleições e 14 (quatorze) meses da posse do próximo Presidente eleito, com tempo bastante para continuar a investir e liquidar posições com toda a segurança; nem o mais tímido investidor agiria com tanta precipitação, agora, a ser verdade estar a Economia em processo consistente de recuperação e considerando a meta de 100.000 pontos. Nota-se uma ofensiva no campo da informação por parte dos sustentadores da Administração, que vive da propaganda em medida preponderante. Fuga da Bolsa, neste momento, seria medo ou timidez em demasia, improvável, uma forma de rasgar cédulas de 100 (cem) reais, coisa que nenhum investidor com um mínimo de experiência jamais fez. Sem nenhuma razão técnica para a queda, porquê, então, a Bolsa caiu? Uma tomada da temperatura, é provável, balão de ensaio para testar uma eventual corrida e as ferramentas disponíveis. Há muito dinheiro em jogo, mas a questão financeira não é a razão de agir, antes, sim, a questão econômica como instrumento de poder. Os senhores da Economia local e supranacional não olham para os países em função de suas nações, mas como possibilidades de investimentos com retornos de bons a excelentes. A fragilidade brasileira é um atrativo de grau elevado e eles têm perfeita consciência do quanto podem trabalha-la, para usar um termo mais palatável; e além da força com que contam, têm seus caprichos, um deles com relação a nomes, embora designativos de quem, no passado, deu-lhes muito a ganhar. Obrigado, poderiam dizer, mas fatores outros estão envolvidos e eles nos são muito caros, pretendemos sejam feitos valer; afinal, o operário, suas bases e seus eleitores já tiveram os seus dias de glória, agora é a vez das elites.

Não consigo me esquecer, um pouco antes das últimas eleições presidenciais, o que me disse, irada, uma senhora de classe média numa divergência que eu não provoquei: O (...) é um (...) de operários, e operário é ralé! A classe média também busca o seu espaço, sua meta é o status, o dinheiro e o poder a fascinam irresistivelmente.

A Bolsa despencou nos tempos anteriores à derrubada da ex-Presidente, agora a Bolsa caiu aos primeiros sinais efetivos de que o não-queridinho está vivo. E Bolsa em queda é um sintoma a gerar complicadas patologias. O problema não parece ser nenhum dos alegados nos últimos 3 (três) anos, mas, tudo indica, a candidatura do ex-Presidente. O Brasil, sua gente, o emprego não importam, lembram o João Saldanha falando sobre o torcedor de futebol: "Você tem toda a razão, mas a razão que você tem não vale nada por aqui."

A caitituagem recrudesceu em todas as suas formas.

O respeito próprio recomenda não envolvimento em situações comprometedoras ou dúbias; compromete-se gravemente em face de confissões, por atitudes e/ou palavras, expressas

ou implícitas, de ser alguém parte delas. Um galardão para o Sr. Lúcio Funaro, que não se escondeu por trás de biombos de qualquer natureza; tinha o que dizer, mostrou a cara, disse, deu nome aos bois e assinou em baixo. Se há ofendidos, que se manifestem, não por discursos ou palrações às quais a população do país já se acostumou. Denunciados, todos assumiram a mesma postura, a velha e surrada estratégia do negue sempre. Cargos foram perdidos, provas foram produzidas e uma quantidade de celas prisionais estão ocupadas por declarantes de inocência em delações premiadas. Louve-se os que enfrentaram julgamentos até com certa dignidade, se é que a palavra cabe nesse tipo de assunto. Coragem, talvez, um mínimo de pudor certamente restou aos delinquentes envolvidos em falcatruas e práticas criminosas diversas, como o arrastar de malas de dinheiro na noite paulistana e outros fatos escabrosos, dois pontos a considerar: Os antecedentes em situações ilegais e os companheiros habituais em defraudações. Chega a ser comprometedora a negativa pura e simples nessas circunstâncias.

E comprometedora é também a posição de quem defende e sustenta os envolvidos em denunciações, cuja bagagem, documentada, recomenda muito pouco, ou nada, mesmo, alguém que usa a bagagem do outro para justificar-se, fazendo de conta que não tem a mesma bagagem, caracterizadora do denunciante tanto quanto do denunciado, na berlinda quem defende e sustenta retoricamente, mas recusa a submissão civilizada e honesta ao devido processo legal, usando inclusive o método do contra-ataque sub-reptício, dissimulado, hipócrita, mentiroso da mentira difamatória e mesquinha, covarde e desqualificante, do mentiroso, não do seu alvo.

Todos deveriam comportar-se como o Sr. Funaro; quem tem acusações a fazer deve mostrar a cara, formaliza-las e assinar em baixo, assumindo as responsabilidades por, e arcando com as consequências legais e morais de suas leviandades, geralmente praticadas para promover ou encobrir interesses escusos. Ninguém que se proclama honesto e sério deveria fugir da polícia ou do Judiciário. Nem ser protegido dos efeitos gravosos de atos levianos e covardes. Isso vale para quem acusa e para quem é acusado. Os acusadores em falso movem-se na sombra do anonimato movidos pela perfídia e pela obliquidade, uma pobre gente, apesar de tudo, gente promíscua entre si e com o mal.

Você, cidadã e cidadão de bem, dispensa ou dispensaria credibilidade legal e moral a uma gente dessas? Não, certamente não, por isso ela se esconde sob capas diversas, entre elas a do bom-mocismo, para continuar enganando no ambiente de hipocrisia e conluio no qual medrou e do qual extrai alimento para a sua vida aparentemente honrada, mas socialmente corrosiva.

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