COISA DE ESQUERDISTA

Temos um começo de ano oscilando entre a louvação festiva e a inquietude.


Da louvação, os números da indústria automobilística e da poupança. Nosso maior problema no momento é a pobreza e o desemprego, com os quais automóveis nada têm a ver, eles fazem a festa do meio da pirâmide para cima e poupança, atualmente, é lugar de guardar dinheirinho, apenas guardar. O mercado imobiliário não tem, ainda, nem pode ter, ares de recuperação em sua expressão mais exata; está acessível em algumas cidades, aos que mantiveram os empregos ou exercem atividades liberais não atingidas pelas dificuldades econômicas do país.


A inquietude fica por conta do nosso alinhamento automático com a posição dos EUA, um sofisma para a crua verificação de nos havermos tornado um satélite daquele país. Há já algum tempo estamos nos desnacionalizando, agora tornamo-nos réus confessos da nossa subordinação, abandonando o tradicional princípio da não-intervenção, estofo do neutralismo ativo no sentido de atuar sempre com as vistas postas na paz e na superação de conflitos. Comercial e geopoliticamente é um tiro no pé.


Enquanto isso, seguimos a braços com números de desemprego que não parecem incômodos a ninguém. Desempregados, e desesperançados de procurar emprego, que não figuram nas estatísticas do desemprego, somados aos seus dependentes totalizam mais de uma Argentina inteira, um país de fibra que neste 2020 deverá avançar sobre os seus problemas. Se deixarem, porque criar empregos para pobres e miseráveis, e dar-lhes de comer, é coisa de esquerdista.

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